São 17:07 as pessoas estão indo as padarias comprar pão para o café da tarde e eu suspiro, não sei por cansaço ou pelo efeito dos remédios eu sei que eu sentei no nosso banco no final da rua, sentei e esperei, esperei ver o vento passar, esperei ver as folhas rolarem pela rua e pararem nas poças d'aguas que ficaram da chuva da noite anterior...
E eu desejava, suplicava, que você entrasse por aquela rua e me abraçasse, eu implorava aos céus que mandassem você de volta pra mim, cada pessoa que passava na entrava da rua fazia meu coração parar por pequenos instantes imaginando ser você, mas eu sei que não era, por que você não virá, você só vem amanha de manha e hoje deixou meu coração sozinho doendo.
Não sou boa, não estou bem, eu sou doente e é você ou os meus remédios, mas você não veio hoje.
E o carros escuros que entram na rua me fazem tremer, não de frio, mas de medo, queria você ali pra me abraçar e dizer que ninguém ia me fazer mal, mas você não vem hoje.
Os meus olhos estão doendo, eu quero muito fazer minha dor escorrer pelos olhos e lava-las do meu peito, mas não adianta quanto eu chore, você não vem, não hoje.
A bateria do seu celular acabou, mas antes disso eu disse coisa horríveis e agora estou com medo, sabe eu ainda tenho esperanças lá no fundo que você entre por aquela rua, sorria pra mim sorrir, diga coisas idiotas só pra ver o meu sorriso. Que você me abrace forte até eu sentir uma dor no estomago, mas uma dor que leva pra longe essa tristeza.
E lá vai eu de novo, chorar de novo sem você aqui, tudo de novo...
agora são 17:34, você não vem, não hoje...
Roberta Sanchez.

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