domingo, 12 de agosto de 2012
Me irritando com mentiras que a minha mente inventa pra me fazer mal.
Roberta Sanchez.
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sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Acreditar em profecias, acreditar em um sonho, uma promessa
feita pelo destino, é algo difícil para os descrentes do futuro, aqueles que
acreditam que talvez o mundo possa acabar amanhã.
Eu ainda tinha cinco anos, acompanhava meus pais pelo jardim
da nossa tradicional casa japonesa e a acompanhava com os olhos, a menina de
cabelos escuros, que mal havia aprendido a andar, acompanhando duas mulheres
que à minha visão eram estranhas, eu era novo de mais, não sabia ainda...
Quando eu fiz doze anos eu já havia digerido metade das
informações, eu era o filho de uma tradicional família japonesa e aquela linda
garota de cabelos negros e longos como a noite e de olhos negros e brilhantes
como um par de ônix, era a minha gueixa.
Eu era uma criança, queria me divertir, brincar e enquanto
eu brincava com meus amigos de bola ou estudava, lia meus livros, ela apenas
observava, aquele rosto branco que me lembrava fantasmas de filmes de terror e
a boca vermelha que eu achava que ela havia acabado de beber sangue de alguém.
- Por que você não tira essa maquiagem? – perguntei uma vez.
- Eu sou uma gueixa, meu senhor – ela me respondeu.
Quando eu fiz quinze anos, meus diálogos com ela ainda não
haviam passado do necessário, mas eu estava ficando incomodado com essa situação
que durava a anos, eu começava a ficar irritado com isso, eu resolvi tomar uma
atitude, fechei o livro de supetão e a encarei.
O espanto passou pelos olhos dela, mas ela se acalmou logo
em seguida.
- Qual o seu nome? – perguntei.
- Akina, meu senhor – ela respondeu.
- Quantos anos você tem? – Perguntei novamente.
- Treze – ela respondeu e um desespero me bateu, eu não
sabia mais o que falar, olhei os livros espalhados pela minha escrivaninha e vi
na capa de um, uma flor, nem sei o que aquele livro estava fazendo ali.
- Você gosta de flores? – perguntei e senti e um breve
sorriso se amostrou em seus lábios.
- Sim, meu senhor – ela respondeu.
Não sei o motivo, mas minha mente ficou vazia, eu fiquei em
silencio a encarando, a maquiagem branca de sempre, o canto dos olhos pintados
de vermelho e a boca também, o cabelo que eu tanto apreciava preso num coque –
suspirei fundo – o kimono rosa claro, cobria todo o seu corpo e eu me
perguntava como ela era por baixo das roupas – corpo de criança – minha mente
me avisou, ela só tinha treze anos.
- O senhor – ela disse interrompendo meus pensamentos –
deseja algo de mim? – ela perguntou.
Suspirei novamente e levantei da cadeira, fui até ela e
puxei o palito que prendia seu coque, fazendo seu cabelo negro cair pelas suas
costas como uma cascata.
- Tudo – respondi saindo do quarto.
sábado, 28 de julho de 2012
Serio é cansativo repetir a mesma coisa pra uma pessoa, Deus
te ama, é difícil entender isso? E você o que sente por ele? Sério Ele morreu
por você, tem salvado as suas vidas, por que ele te ama e você cometeu um
pecado, merecia morrer, mas Ele te amou tanto, amou tanto você seu verme, que
morreu no seu lugar e o que você faz agora?
O que você tem dado de volta a ele? Para de ser só mais um evangélico,
passe a crer que ele é seu único Deus e Salvador e Ele sente a sua falta, ele
que você na presença dele o amando, quer que você o ame de todo o seu coração e
que o adore.
É tão difícil ficar de joelhos e pedir perdão? É tão difícil
dizer o quanto ele é maravilhoso, o quanto você o ama? Sim é difícil se manter
no caminho correto, por que o mundo te varias coisas boas, coisas que você
quer, pra você não ficar perto dEle, mas será que vocês não percebem que estão
triste, será que tudo isso que o mundo ofereceu a vocês vale a pena em troca
dessa dor? Desse sofrimento? E de perder a vida eterna.
Olha vocês sabem quem ele vai voltar, ta é difícil se manter
puro, mas se você estiver na presença de Deus, Ele é a sua maior força.
Lembra da pergunta que vocês ouviam quando eram pequenas?
Que caminho você prefere seguir? O Caminho de Deus que é estreito e conturbado
ou o caminho do mal que é largo e fácil? Agora chegou a hora da escolha, o céu
ou o inferno?
Roberta Sanchez.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
“Querido amor, você não queria estar comigo? E,
querido amor, você não desejava ser livre? Eu não posso continuar fingindo que
nem te conheço e que em uma doce noite você é só meu.
Pegue minha mão, nós estamos partindo daqui esta
noite. Não há motivo para contar para os outros, Eles apenas nos atrasam.
Então, ao amanhecer, nós estaremos à meio caminho
para qualquer lugar, para onde o amor é mais do que apenas o seu nome”
- Evanescence (Anywhere).
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Não é questão de confiança, claro que eu tenho medo de
perder você, mas não é só isso, eu confio muito em você, é tão difícil perceber
que eu sinto sua falta.
Será que é necessário você me ver passando mal? Eu me sinto
tão mal sem você, eu choro, eu grito chego a o ponto de vomita por sua causa,
por que você me deixa sozinha.
Olha, eu não sei se você sente a minha falta, as vezes eu
acho que não, por que não vejo seu esforço nem pra falar comigo. Nos últimos dias
não recebi nem uma ligação sua.
Eu não quero reclamar de nada, eu não quero te culpar por
nada, eu não quero que você fique mal comigo, eu só quero você, é tão difícil em
dar isso.
Poxa!! Eu amo você, eu quero atenção, você diz que me ama,
mas foi embora de novo, sem nem falar comigo.
COMO VOCÊ ESPERA QUE EU ME SINTA?? O QUE VOCÊ QUER EU
PENSE??
É doloroso ficar sem você, eu preciso de você, você é a única
pessoa que me faz sorrir de verdade, você sonha comigo e isso me faz tão feliz.
Mas você não ta aqui e eu preciso tanto de você.
Por que você não voltou pra mim?
Mas eu sei que isso tudo não passar de um apelo desesperado,
pra fazer você se sentir mal quando estiver lendo isso. Eu só te peço que não
me odeie, por eu precisar de mais de você.
Roberta Sanchez.
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quinta-feira, 19 de julho de 2012
São 17:07 as pessoas estão indo as padarias comprar pão para o café da tarde e eu suspiro, não sei por cansaço ou pelo efeito dos remédios eu sei que eu sentei no nosso banco no final da rua, sentei e esperei, esperei ver o vento passar, esperei ver as folhas rolarem pela rua e pararem nas poças d'aguas que ficaram da chuva da noite anterior...
E eu desejava, suplicava, que você entrasse por aquela rua e me abraçasse, eu implorava aos céus que mandassem você de volta pra mim, cada pessoa que passava na entrava da rua fazia meu coração parar por pequenos instantes imaginando ser você, mas eu sei que não era, por que você não virá, você só vem amanha de manha e hoje deixou meu coração sozinho doendo.
Não sou boa, não estou bem, eu sou doente e é você ou os meus remédios, mas você não veio hoje.
E o carros escuros que entram na rua me fazem tremer, não de frio, mas de medo, queria você ali pra me abraçar e dizer que ninguém ia me fazer mal, mas você não vem hoje.
Os meus olhos estão doendo, eu quero muito fazer minha dor escorrer pelos olhos e lava-las do meu peito, mas não adianta quanto eu chore, você não vem, não hoje.
A bateria do seu celular acabou, mas antes disso eu disse coisa horríveis e agora estou com medo, sabe eu ainda tenho esperanças lá no fundo que você entre por aquela rua, sorria pra mim sorrir, diga coisas idiotas só pra ver o meu sorriso. Que você me abrace forte até eu sentir uma dor no estomago, mas uma dor que leva pra longe essa tristeza.
E lá vai eu de novo, chorar de novo sem você aqui, tudo de novo...
agora são 17:34, você não vem, não hoje...
Roberta Sanchez.
"Do seu hoje... Você quer que eu nunca mais vá embora ou que eu volte amanha?"
Roberta Sanchez.
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sexta-feira, 6 de julho de 2012
quarta-feira, 4 de julho de 2012
São 17:00h e eu ainda estou indecisa, não sei se vou, ou se
não. Me arrumo, aguardo.
São 17:30h. Tomo minha decisão: Não vou.
Não vou porque não vale a porque não vale a pena o risco.
Não vou porque nem quero tanto assim.
17:35h e minha decisão está realmente tomada. Estou
decidida, firme mesmo.
Tão firme quanto estava nas vezes que disse que ia te
esquecer, ou que dali pra frente seríamos só amigos...
18:00h vou pro ponto de ônibus e já sento no banco tensa.
Tensa porque de novo joguei minha decisão fora. Tensa porque agora eu vou. Eu
vou sim.
No ônibus eu sempre penso como a nossa relação é legal. Como
é legal ter alguém assim, que você não ama tanto. Porque é obvio que eu não te
amo, e que somos só amigos.
Fazer coisas pequenas como essas são um risco pra mim. Mas eu
não corro esse risco porque te amo. Eu corro esse risco porque gosto da
sensação, porque nem sempre gosto de fazer as coisas certas.
Enquanto o ônibus para de ponto em ponto, e as pessoas
entram e saem, minhas mãos suam e meu coração bate mais cada vez mais rápido.
Minhas mãos não suam porque te amo, elas suam porque a
adrenalina do momento explode pelos meus poros.
Chego no meu ponto, desço. Eu geralmente paro uns três
segundos e penso se estou fazendo a coisa certa. A resposta é sempre não,
talvez seja por isso que eu continue fazendo.
Eu ando até o seu prédio. Quer dizer... eu corro até lá.
Enquanto isso eu vou pensando, que preciso aproveitar esses 15 minutos de você.
Preciso aproveitar não por que te amo, mas porque precisa
valer a pena toda a tensão, a mão suada e o coração batendo loucamente.
Chamo no interfone, e espero você descer. Espero com muita
expectativa, espero impacientemente.
Não fico assim por que te amo. Só quero que você apareça o
mais rápido possível me dê alguns beijos e eu possa ir logo embora.
Enquanto te espero, penso. Hoje não quero conversa. Quero um
beijo, um bem demorado, que dure todos esses 15 minutos, e ai eu vou embora.
Você aparece.
Aparece e eu sempre falo alguma coisa bem idiota. Alguma
coisa que sai sem querer da minha boca. São palavras que eu não escolho, elas
simplesmente são cuspidas com o susto do momento.
E ai você faz uma cara tão idiota quanto as minhas palavras
–uma cara idiotamente linda- e ai me abraça.
Me abraça e eu morro no seu abraço. Me sinto um neném
aconchegado. O tempo para de correr e o mundo para de girar. E de repente você
me solta e eu me sinto um neném sem chupeta. E é com esse bico, esse bico que
os nenéns ficam quando tiram repentinamente a chupeta de suas bocas que eu
fico, paralisada, congelada, te olhando.
E ai você começa a falar, e a contar coisas, e eu ali,
paralisada te olhando. E você fala, fala, fala. E depois eu rio, acho graça,
escuto com atenção tudo o que você diz, mas não respondo, não digo nada. Não
por que não quero, mas por que não penso em nada mesmo. Gasto todo o meu cérebro te olhando falar.
E aqueles 15 minutos voam como uma flecha. E quando você
diz: ‘’ah..você tem que ir embora, né?’’ É como se um click ligasse minha mente
e eu voltasse para o mundo real. E ai cai a ficha. Cai a ficha que estou ali,
sentada na sua frente, cai a ficha que meu tempo foi todo embora, cai a ficha que
a minha tensão passou e que agora eu já to tão relaxada que estou sentada
largada e sem postura como uma geleia sobre uma cadeira. Cai a ficha que tudo
que eu planejei fazer foi por água a baixo.
Eu me levanto e pego meu livro. Preciso ir embora.
Mas antes que eu vá você me segura e me beija.
Me beija docemente, lentamente e não tão longamente assim.
Não foi como eu pensei :loucamente por 15 minutos e tchau!
Não só pela parte do louco, ou dos 15 minutos, mas muito
principalmente pela parte do tchau.
Dizer tchau é tão difícil. É mais fácil dizer ‘’Eu não quero
ir embora’’, o que eu sempre digo.
Mas agora você sabe que eu tenho que ir. Me olha com aquela
cara, e ai eu vou.
Vou pensando em como foi bom te ver, vou pensando em como
foi bom te ouvir e em como um doce beijo de um minuto é melhor que um louco de
15. E se não for melhor, é tão bom quanto.
Vou pensando isso e rindo.E pensando o quando eu sou boba
por pensar isso. E pensando o quanto eu sou boba por rir.
De repente eu paro. Paro e penso que realmente sou muito
boba. Paro de rir. Não tem graça.
Não vou mais me arriscar assim pra ficar te ouvindo falar, e
ganhar um beijinho.
Não vou mais ficar feito uma boba desse jeito.
Por que eu realmente fico toda boba. Admito, admito.
Mas não fico assim por que te amo. Fico assim por que...
Eu ainda vou descobrir por que.
Chego na sala de aula e penso como a nossa relação é legal.
Eu não te amar é um fato tão verdadeiro quanto o de que
somos só amigos.
Maria Guimarães
Coisa pequena da minha vida...
Esse vai e vem de emoções, a gente se separa, fica anos sem
se falar e você não o quanto eu sinto sua falta... Você é minha eterna melhor
amiga.
E é sempre assim... As circunstancias te levam pra longe de
mim, minha amada amiga dessa vez não vou deixar você ir, você mora eternamente
no meu coração e não importa quanto tempo se passe você vai viver eternamente
no meu coração.
Eu sei que às vezes eu sou chata, boba e careta, mas eu sei
que você sempre compartilhou da minha dor e da minha alegria, então não importa
onde você esteja meu coração está ligado ao seu.
Eu não sei como isso acontece, só sei que mesmo que você esteja
longe, mesmo que nós não tenhamos nos falado, eu vou saber como você está e vou
cuidar de você.
Hey diva da minha vida, menina mais linda que existe, eu to
com saudades, saudades dos nossos segredos, saudades das nossas loucuras e
bobeiras não vou te entregar a distancia, ao tempo e muito menos a morte.
Te amo Andy.
domingo, 1 de julho de 2012
Eu me arrependo de todo o meu passado, desde que fui tomada pela impureza até agora.
Os meus erros são relembrados como acusações, me sinto um mostro, me faz chorar antes de dormir, me lembra que estou podre e feia como sempre fui.
Eu fecho os olhos e me limpo, mas não importa quantas vezes a água caia sobre mim, essa sujeira não quer sair da minha pele.
Me enoja, me faz sentir falta de quando era pura, limpa, sem conhecimento do mundo.
Roberta Sanchez.
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viveu
Chata, grosseira, mal educada. Corto as pessoas enquanto elas falam, sou um saco de conversar. Estabanada, desastrada, estranha. Me machuco o tempo todo e machuco todo mundo em volta de mim. Mal humorada do nada e bem humorada 10 segundos depois. De lua. De Vênus e meio de Marte as vezes.
Sensível, afetada, dramática. Muito, muito chorona. As vezes, discreta como um chiclete colado em baixo da mesa que você só percebe quando põe a mão sem querer e... eca! As vezes escandalosa como uma bomba atômica que você percebe logo que ela explode na sua cara. Hipérbole.
Descabelada, desnaturada, desalmada. Tão chata, tão arrogante, tão... tão...
GRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR
Faz um favor? Pega pra você. To dando e não aceito de volta.
Maria Guimarães.
sábado, 30 de junho de 2012
Eu me olho no espelho e sei que não sou nada.
A dor invade o meu peito e as lembranças ruins tomam a minha cabeça.
Eu quero vomitar todos esses sentimentos inúteis, quero tirar essa dor de mim, você não está aqui para me fazer bem e isso está me matando.
Por que você não está aqui? Você não era só meu? Sua atenção não era só minha? Então por que não está aqui... Quem está te tirando de mim?
Eu sou um monstro que as vezes finge ser um anjo, mas eu estou podre por dentro e tenho medo que você me jogue fora de novo.
Mas ai você volta da escola e me abraça, me abraça forte e enxuga minhas lagrimas e me faz ver que todos os pensamentos ridículos anteriores... Eram uma completa mentira.
Roberta Sanchez.
Abra mais a sua mente, saia de dentro dessa gaiola. As coisas não são tão terríveis quanto parecem. Tente rir dos seus problemas, e eles parecerão tão idiotas quanto minhocas dançando ballet. A vida é açucarada, e você é forte. Esquece o mundo e sorri, o segredo de tudo é não estar nem ai.
Maria Guimarães.
Maria Guimarães.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
O louco de escrever sem motivos é que quando a gente pega a
caneta, a mão parece cheia e a mente vazia. As palavras vão saindo e a gente nem pensa em
nada. E ai depois do ponto final, nós podemos respirar e ler
o que foi escrito, e em fim descobrir no que a gente pensa de verdade, o que é
afinal que passa na nossa mente. É engraçado, e na verdade nem sei se isso faz
algum sentido. Talvez alguém que também escreva coisas de vez em quando me
entenda , talvez alguém que também é meio estranho me entenda, ou talvez
ninguém me entenda mesmo, o que é de se esperar.
Mas o que quero dizer, é o quão crucial é este instante após o ponto final, este instante em que você respira e lê. É claro, que depois disso, a gente odeia tudo que tá escrito, amassa e joga fora. Mas o interessante de ler o que você escreve, é ver que na verdade sua cabeça não está tão vazia, alguma coisa passa nela, e essa alguma coisa está ali, bem em baixo do seu nariz naquele pedaço de papel.
É delicioso conhecer sua própria mente, e eu diria até que a minha é bem doce, apesar de que eu venho tentando azeda-la. Pior que quanto mais eu tento menos consigo, e quanto menos consigo mais azeda eu mesma fico.
O que me revolta neste momento, e me torna um verdadeiro limão,é o fato de que este instante do qual falo, o instante após o ponto final, perdeu toda a graça pra mim. Ele já não possui mais mistérios, ele já é totalmente esperado. A muito tempo não tenho a expectativa de respirar e ler o papel para descobrir quais são os meus pensamentos, por conta de um simples e odioso motivo: meus pensamentos tem sido sempre os mesmos. Da primeira vez, foi até engraçado. Eu terminei com meu ponto final, respirei, e achei você ali, naquelas palavras. Da segunda vez eu escrevi, respirei, li e percebi que de novo, aquilo tudo era sobre você, era pra você. Mas da terceira e da quarta, foi perdendo a graça. Na quinta vez, confesso, que após o ponto final, no momento em que respirei, já sabia até o que ia ter que ler.
Acontece que os meus pensamentos são seus, e quanto mais eu luto contra eles, mais me afundo e mais me frustro ao perceber que eles sempre, sempre, sempre me vencem.
Mas, nada disso importa agora que eu devo lhe informar que você está convidado se retirar da minha cabeça. E isso não é um pedido, isso é uma ordem de despejo. Você tem meia hora pra arrumar suas coisas e partir. E se possível antes de sair, arrume toda a bagunça que você fez aqui e deixe a casa limpa para novos pensamentos habitarem.
Eu já te fiz tanto poema, tanta frase e pensamentos. Já te escrevi tanta coisa, e tudo sempre do mesmo jeito: Escrevo, respiro, leio e quem eu acho? Você, você, você.
Mas chega, tudo isso acabou, viva a liberdade do meu crânio!
Infelizmente hoje, você está aqui de novo se intrometendo entre as minhas palavras. Hoje eu peguei a caneta e penseiem escrever. Pensei
em escrever sobre aquele instante legal, depois do ponto final. Aquele instante
que você respira e... AH! Esquece!! Ninguém nem se lembra mais de quando falei
isso, nem de que instante é esse, por que você veio de novo se enfiar no meio
da história, me fazer esquecer do que eu tava falando, me tirar do foco e ...
Ai...
sabe o que é?
É que hoje eu peguei o papel e a caneta e resolvi escrever sobre alguma coisa qualquer...
E eu jurei pra mim que dessa vez não seria pra você ...
Mas agora...
é (ponto final)
Mas o que quero dizer, é o quão crucial é este instante após o ponto final, este instante em que você respira e lê. É claro, que depois disso, a gente odeia tudo que tá escrito, amassa e joga fora. Mas o interessante de ler o que você escreve, é ver que na verdade sua cabeça não está tão vazia, alguma coisa passa nela, e essa alguma coisa está ali, bem em baixo do seu nariz naquele pedaço de papel.
É delicioso conhecer sua própria mente, e eu diria até que a minha é bem doce, apesar de que eu venho tentando azeda-la. Pior que quanto mais eu tento menos consigo, e quanto menos consigo mais azeda eu mesma fico.
O que me revolta neste momento, e me torna um verdadeiro limão,é o fato de que este instante do qual falo, o instante após o ponto final, perdeu toda a graça pra mim. Ele já não possui mais mistérios, ele já é totalmente esperado. A muito tempo não tenho a expectativa de respirar e ler o papel para descobrir quais são os meus pensamentos, por conta de um simples e odioso motivo: meus pensamentos tem sido sempre os mesmos. Da primeira vez, foi até engraçado. Eu terminei com meu ponto final, respirei, e achei você ali, naquelas palavras. Da segunda vez eu escrevi, respirei, li e percebi que de novo, aquilo tudo era sobre você, era pra você. Mas da terceira e da quarta, foi perdendo a graça. Na quinta vez, confesso, que após o ponto final, no momento em que respirei, já sabia até o que ia ter que ler.
Acontece que os meus pensamentos são seus, e quanto mais eu luto contra eles, mais me afundo e mais me frustro ao perceber que eles sempre, sempre, sempre me vencem.
Mas, nada disso importa agora que eu devo lhe informar que você está convidado se retirar da minha cabeça. E isso não é um pedido, isso é uma ordem de despejo. Você tem meia hora pra arrumar suas coisas e partir. E se possível antes de sair, arrume toda a bagunça que você fez aqui e deixe a casa limpa para novos pensamentos habitarem.
Eu já te fiz tanto poema, tanta frase e pensamentos. Já te escrevi tanta coisa, e tudo sempre do mesmo jeito: Escrevo, respiro, leio e quem eu acho? Você, você, você.
Mas chega, tudo isso acabou, viva a liberdade do meu crânio!
Infelizmente hoje, você está aqui de novo se intrometendo entre as minhas palavras. Hoje eu peguei a caneta e pensei
Ai...
sabe o que é?
É que hoje eu peguei o papel e a caneta e resolvi escrever sobre alguma coisa qualquer...
E eu jurei pra mim que dessa vez não seria pra você ...
Mas agora...
é (ponto final)
Maria Guimarães.
Pare
de viver de momento, de fazer as coisas sem ao menos pensar 5 vezes! Quer um
conselho? NUNCA acredite naquelas velhas frases que dizem: Siga seu coração e
não sua cabeça. não, não... Não faça o que você tem vontade, faça o que você
acha certo. Não viva como se fosse o seu ultimo dia, não faça como se fosse a
última vez, você não vai morrer amanhã! Um minuto não é uma vida, por isso não
troque o que importa agora
pelo que importa sempre. Eu sei, eu sei. Também dizem por ai que conselho se
fosse bom se vendia e não se dava. Talvez por isso esse seja inteiramente
grátis. Mas não importa, o conselho está dado.
Maria Guimarães
sábado, 23 de junho de 2012
Sabe por que eu odeio tanto as pessoas? Por que elas se distanciam, elas vão pra longe e te deixam sozinho, mesmo sabendo que elas vão voltar, elas por um breve momento vão pra longe e elas não sabem o quanto é doloroso, então se eu um dia me afastar lembre-se... Eu também me odeio.
- Roberta Sanchez.
- Roberta Sanchez.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Você é como um fantasma que vem me atormentar antes de dormir, me assombra, me faz ter medo, me faz chorar.
Você é a causa das minhas dores e dos meus remédios, você é a minha ausência de ar.
E a cada lagrima que eu derramo pensando em você, o mundo se torna menor e a esperança de que existe um futuro bom e bonito sem você comigo está tão distante.
A verdade é que eu não sei ficar sozinha, eu não consigo viver sem ter alguém que me carregue.
Depois que você passou pela minha vida eu não pude despertar mais os meus fantasmas.
Meus amigos criados em sonhos, que apenas existem na minha cabeça e que sussurram que me amam no meu ouvido.
E cada vez estou mais sozinha…
Sem ninguém, sem amor, sozinha e vazia.
Viveu a vida ouvindo para não chorar, mas ninguém veio enxugar-lhes as lagrimas, agora não consegue parar de fingir o sorriso.
Linda e toda enfeitada, não se reconhece na frente do espelho.
Cansada de sorrir forçadamente correi para quem a fazia sorrir de verdade, mas ele não estava mais lá, todos foram embora depois que o espetáculo perdeu a graça, e a deixaram sozinha.
E a loucura de seu coração voltou para si mesma, em seu interior, em sua mente onde tudo poderia ser criado, tudo que ela é a amaria completamente, tudo que só existia dentro da sua cabeça, para que todos chamassem seu nome de novo e de novo.
Sem que nada fosse real.
Roberta Sanchez.
O inicio de uma vida
O inicio de uma loucura
Para as pessoas que eu não consigo abrir meu coração,
você pode achar partes deles aqui.
Eu não sei abrir meu coração para certas pessoas.
Para outros, as palavras escorregam como manteiga.
E não faça essa cara de quem está magoado comigo,
simplesmente você que é tão próximo de mim,
as palavras não saem da minha boca.
Não diga o que sente por mim, se eu não o correspondo,
eu quero me afastar de tudo que me trás lembranças ruins.
Esconda o seu rosto e me mostre o seu coração,
não consigo amar seu rosto,
mas seu coração tem um gosto delicioso.
Toque os meus cabelos já que eu lhe permiti,
diga que me ama e talvez você consiga
fazer com seja sincera com você.
Roberta Sanchez.
Toque os meus cabelos já que eu lhe permiti,
diga que me ama e talvez você consiga
fazer com seja sincera com você.
Roberta Sanchez.
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